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A Juventude Pacense esteve mais uma vez em destaque no campeonato da Europa e desta vez arrecadou duas medalhas, uma de prata e uma de bronze. Estiveram presentes com quatro participações, apenas em Cadetes e Juvenis, fizeram e história e agora alguns já se preparam para a Taça da Europa. A Plurisports fez algumas perguntas ao seu treinador Pedro Craveiro e a Diogo Craveiro.

Plurisports: Que comentário tem ao desempenho das quatro participações que teve no Europeu?

Pedro Craveiro: Estamos muito satisfeitos com a prestação dos nossos atletas que honraram o nosso país, o concelho e o clube. Por isso, queremos, uma vez mais, dar-lhes os nossos parabéns. Fazemos das suas prestações um balanço muito positivo, quer em termos de qualidade quer em termos de resultados. O título de vice-campeão europeu de livres, cadetes, 2016, é o corolário de um caminho em que Diogo Craveiro se tem mostrado ao mais alto nível e surge após vencer em 2015 a Taça da Europa. A medalha de bronze do par artístico, Catarina Craveiro/ Diogo Craveiro, em cadetes, foi uma aposta ganha, um desafio que nos enche de emoção e que nos dá um enorme ânimo para continuar a trabalhar mais e melhor, principalmente quando se faz história na modalidade. Catarina Andrade, sétima classificada em patinagem livre, cadetes, mostrou ser capaz de estar entre as melhores. Fez os programas curto e longo com poucos erros e nos períodos de aquecimento que antecedem as provas concretizou, com sucesso, todos os seus elementos técnicos. Este aspecto é, para nós, muito importante, porque sabemos que está cada vez em melhor forma e com capacidade para o demostrar no momento certo. A forma corajosa como a Lara Santos enfrentou este Campeonato Europeu impressionou-nos. Não é fácil fazer um campeonato europeu com uma lesão muscular no membro inferior direito que a impediu de treinar durante uma semana após o dia 15 de agosto. Apesar de estar limitada na perna de recepção dos saltos e não poder fazer os piões de classe A com a perna direita (invertido e calcanhar) a Lara melhorou, naquilo que lhe foi possível, a sua prestação em relação à sua última prova internacional.

P: É um passo importante a conquista da medalha em Pares Artísticos para o desenvolvimento da disciplina em Portugal?

PC: Desde há 18 anos que Portugal não levava um par artístico a um campeonato da Europa. O último par cadete que participou foi a Clara Mafalda Sousa/ Paulo Marques, do CSPAlfena, em 1998, em Hanau, Alemanha. Assim, conseguir uma medalha de bronze numa prova sem um português no corpo de juízes valoriza, ainda mais o resultado obtido, que poderia ter ido à prata... Agora os treinadores portugueses que queiram trabalhar os pares artísticos podem contar com a nossa ajuda para trabalharmos no sentido do crescimento desta especialidade.

P: A Patinagem Livre portuguesa está a desenvolver-se junto das grandes potencias europeias e mundiais?

PC: Afirmativo. Penso que Portugal está a evoluir. Mas Portugal deve conseguir evoluir nas várias especialidades, pois assim seguirá o melhor caminho. O desenvolvimento apenas de uma especialidade cria sempre deformidades no crescimento sustentável de uma modalidade.

P: Que necessário para ir do top 10 para o top 5 ou 3?

PC: Muita coisa... Existem muitas lacunas. Na patinagem livre para irmos para o Top 5/3 temos que ter cursos de treinadores nível 3 e projectos similares aos espanhóis que têm nas suas equipas ligadas ao treino de acompanhamento dos atletas/ treinadores internacionais, psicólogos, choaching, fisioterapeutas, coreógrafos, etc. Para além disso, deveríamos ter protocolos com Faculdades do Desporto para conseguir rentabilizar de forma sustentável e científica o imenso talento que temos.

Diogo Craveiro saiu da Alemanha com duas medalhas, fazendo história com a sua irmã Catarina na disciplina de Pares Artísticos, onde conquistaram o bronze. A Plurisports também lhe fez algumas perguntas.

Plurisports: Como te sentiste ao vencer a medalha de prata numa competição tão difícil que é a masculina?

Diogo Craveiro: Senti que todo o meu trabalho finalmente está a começar a dar frutos e senti-me muito recompensado por isso.

P: Achas que poderias ter conseguido outro resultado melhor?

DC: Sim, poderia ter tido um melhor resultado se não tivesse falhado nenhum elemento técnico em ambas as provas. Apesar disso o meu objetivo nesta competição era alcançar um lugar no pódio, colocando-me assim entre os três melhores atletas a nível europeu.

P: E Pares Artísticos como é conseguir fazer história para o teu país?

DC: É uma das melhores sensações sentir que as pessoas mais velhas, que admiro, me tenham dado os parabéns por eu ter conseguido algo inédito nos pares.

P: É uma disciplina que, a par da tua carreira a solo, queres continuar a apostar? São compatíveis? 

DC: Sim, quero continuar a apostar nas duas da mesma forma. Sim são compatíveis, uma vez que ambas são da especialidade de Patinagem Livre e completam-se, já que a destreza num par artístico em termos de figuras de elevação, piões de contacto e saltos lançados não se consegue efetuar na Patinagem Individual e, para mim, esses elementos são os mais espetaculares da Patinagem Artística a par dos saltos individuais.

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