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Patinagem Livre Seniores

Com o regresso da espanhola Mónica Gimeno, a evolução da Silvia Nemesio e a consistência da Debora Sbei vai ser uma excelente competição para acompanhar e que pode ser decidida nos pormenores técnicos e artísticos de cada uma. O que dizer da atual campeã do mundo Débora Sbei da Itália? É uma atleta super completa com todos os saltos triplos completos e piões de classe A, ao qual se acrescenta uma elegância no patinar que poucas atletas no mundo atingem! Nos últimos anos tenho notado que até a forma de entrar nos saltos se tornou mais suave e com entradas diferentes do convencional para aumentar o grau de dificuldade e assim poder marcar a diferença para as suas concorrentes. Também da Itália temos a Silvia Nemesio, vice-campeã mundial e que este ano até venceu o curto à Debora Sbei no campeonato italiano. É uma jovem atleta mas com muita qualidade nos saltos, especialmente o triplo ritberger, o salto mais valioso da sua categoria, exceptuando o triplo axel. Inclusive já apresentou ligação com dois triplos ritberger o que eu nunca tinha visto antes no evento feminino. A estrear-se no escalão Sénior, e também da Itália, temos a Letizia Ghiroldi, campeã do mundo em Cali e terceira classificada no nacional italiano, com saltos com menor grau de dificuldade, mas que executa alguns triplos com segurança. Penso que é uma jovem promessa da Itália com óptimas perspectivas para o futuro. Já a Espanha traz a experiente Mónica Gimeno Coma. Após uma passagem pelo gelo, está de volta às rodas com muitas inovações, o que eu considero serem uma mais valia para a introdução da nossa modalidade nos Jogos Olímpicos. Para além disto apresenta também uma grande velocidade ao longo de todo o programa e independente do elemento a executar, parecendo efetivamente patinar no gelo. Ainda da Espanha temos a Aida Vietes Pier, outra atleta com bastante rodagem em campeonatos internacionais, sendo que já está num nível inferior às quatro atletas anteriores. A Argentina chega a este mundial com três atletas que são Elisabeth Soler, Hilen Gutierrez e Ailen Barrios. Estas atletas foram 3ª , 8ª e 2ª no pan-americano respectivamente e são candidatas a ficar nas primeiras 15 posições. Destaco neste grupo a Elizabeth, irmã mais velha da campeã do mundo Júnior Giselle Soler, que pela sua experiência quer pelos resultados dos anos anteriores. Ainda no continente americano temos a chilena Fracisca Antoine Cabrera, que foi a campeã pan-americana este ano e que no mundial passado se classificou no 9º lugar. É uma atleta com bastante força mas um pouco inconstante em provas. Outra atleta com ótimo resultado em Cali é a Nataly Otalora, da Colômbia, que obteve a sexta posição no último ano e que é uma atleta muito semelhante à Francisca. As nossas portuguesas, Carolina Andrade e Daniela Sardinha, têm mais uma vez a sua primeira prova mundial como Seniores, mas penso que podem surpreender. São jovens mas têm programas equilibrados e boa patinagem, o que as pode colocar num bom lugar numa competição com imensas atletas e onde precisam fazer um curto bem seguro para conquistar um lugar nos grupos finais.

Que competição emocionante e cheia de nervos que vai ser a de Seniores Masculinos. Sou amigo de vários dos atletas em prova e pela enorme qualidade de todos é difícil escolher um favorito, mas penso que o pódio será decidido entre os três italianos e Gustavo Casado. Temos então a equipa italiana composta por Andrea Girotto, Luca Lucaroni e Alessandro Amadesi. Andrea Girotto é o atual campeão mundial e italiano e parece cada vez mais consistente, após um início da carreira Sénior com muitos altos e baixos. Surpreendeu todos em Cali ao fazer um enorme longo e vai com certeza fazer de tudo para manter esta posição. É um atleta com óptimos piões, saltos com eixo praticamente perfeitos e bonitas linhas de corpo que se fundem com uma enorme flexibilidade e proporcionam momentos de grande beleza. Já Luca Lucaroni foi segundo em Cali e pode aqui tentar recuperar um título que lhe fugiu por muito pouco. Tem uns saltos com uma altura assustadora e tem vindo a melhorar a parte artística dos seus programas que este ano estão bastante trabalhados e que podem dar os pontos extra que precisa para vencer. É um atleta com imenso talento e que tem uma enorme capacidade de trabalho, por isso qualquer ano pode ser o seu ano dada a regularidade com que executa os seus programas ao mais alto nível. Alessandro Amadesi foi quarto no mundial de Cali mas em 2014 tinha vencido a competição e pode aqui voltar a consegui-lo. É mais um atleta com saltos de imensa qualidade e altura. Para além disso é um atleta com uma patinagem bastante veloz e marcada. O brasileiro Gustavo Casado é outro atleta a ter em atenção. Muito seguro nos saltos, coreografias que tem vindo a melhorar ano após ano e muita experiência de provas são as grandes qualidades deste patinador que até já foi campeão do mundo em 2013, no Taipé, e que no ano passado foi terceiro, sendo o único não italiano no pódio. Um atleta muito querido do público é Shingo Nishiki do Japão, que em Cali obteve um óptimo quinto lugar. Tem melhorado tecnicamente com visitas regulares a Itália e aparece cada vez mais consistente e limpo nos saltos. Nota-se que é um atleta que adora patinar e contagia todos à sua volta. Embora seja difícil lutar pelas medalhas promete dar que fazer aos seus concorrentes e sobretudo dar espetáculo. De seguida vou falar de três espanhóis que sao muito semelhantes: Pere Torrico, Sergio Canales Rodriguez e Llorenç Caballero. Pere e Llorenç foram 6 º e 7 º no último mundial no escalão Sénior e Sergio foi segundo nos Juniores. São todos atletas de alto nível com grandes saltos e piões e também gosto da forma como patinam. Mais três atletas que vão lutar para ficar nos dez primeiros lugares. Markus Lell da Alemanha é outro atleta que aprecio pela forma como executa os saltos. Tem linhas de salto muito boas e uma técnica muito correta e embora tenha ficado em 9º no último mundial, não é um atleta a descartar para os 10 primeiros. Quanto aos nossos portugueses Sebastião Oliveira e Filipe Galego, campeão e vice-campeão nacionais. Enquanto que o Sebastião tem maior facilidade nos saltos, o Filipe realiza melhor os piões, mas ambos têm em comum programas com bom nível para este evento. Em mundiais está será a quarta participação para o Sebastião e a segunda para o Filipe e tenho esperanças que possam fazer um bom resultado aqui.

Pares Artísticos

Vai ser uma competição com mais atletas e nações que no ano anterior, numa categoria que tem vindo a ser dominada pela Itália. Vão estar presentes três pares italianos onde se destacam Luca Lucaroni e Rebecca Tarlazzi. São os atuais campeões mundiais e sem falhas voltam a vencer. São o único par no mundo a fazer saltos triplos em paralelo e têm programas muito bem patinados e coreografados. Sara Venerucci e Marco Garelli são um novo par formado este ano mas que já conquistou a prata no nacional italiano com notas acima dos 9. São o par que mais próximo está dos campeões e têm também programas muito bem elaborados. O terceiro par italiano é Nicola Merlani e Alessandra Gambarella e são os atuais campeões da Europa. São um par com menos técnica que os anteriores, mas de qualquer maneira bastante bom. Estes devem ser os pares de pódio. Outros pares que vão estar a competir em Novara são Juan Manuel Lemus e Carolina Otalora da Colômbia, Nathanael Fouloy e Marine Portet da França e Thomas Picard e Camélia Cherifi também da França.

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