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Depois das previsões para Figuras Obrigatórias, Solo Dance, Pares de Dança e In-Line (aqui) e Os Favoritos de Filipe Galego (aqui), a Plurisports debruça-se sobre as disciplinas de Patinagem Livre e de Pares Artísticos, que têm início hoje no Campeonato do Mundo de Patinagem Artística - Cali 2015, com o Programa Curto de Juniores e onde Portugal tem apenas um só representante.

Juniores Femininos

A atual campeã do mundo Letizia Ghiroldi é a principal favorita nesta categoria. É a única patinadora que para além do duplo axel apresenta dois triplos diferentes completos e em combinação, nomeadamente o toe loop e salchow. Venceu o campeonato italiano, mais uma vez, o que lhe dá todas as credenciais para mais um ouro. Terá sim que patinar bem, com poucos erros, pois a concorrência continua a ser bastante feroz. A vice-campeã do mundo, Giselle Soler, da Argentina, venceu todas as provas até ao momento, inclusive a Taça da Alemanha, deixando para trás Letizia. Neste campeonato também já foi campeã do mundo em Figuras Obrigatórias e tem umas "ganas" enormes para vencer este título que lhe falta. Reconhece que precisa de melhorar os seus saltos, mas apresenta sempre uma segurança e garra únicas e estes podem ser os seus trunfos, se Ghiroldi apresentar algumas falhas, que por vezes acontecem. Outra candidata ao pódio é a vice-campeã italiana e campeã da europa Gioia Girardi, que é, provavelmente, a mais bonita patinadora em pista, com uma artística elegantíssima e inovadora. Se os mesmos erros do Programa Curto europeu não acontecerem, onde foi 5ª, pode também ambicionar um fantástico resultado. Ana Turel, da Eslovénia, é uma patinadora com um potencial enorme, das únicas que patina com muita velocidade e ainda possui saltos completos como o duplo axel. Turel precisa sim de realizar todos os seus elementos sem erros, pois se isto acontecer, sem pressão e nervos, estará nos lugares cimeiros sem qualquer problema. No ano passado no seu primeiro mundial, onde ainda era Júnior foi quinta. Um lugar acima ficou a sua compatriota Tanita Cerne. Muito idênticas, o que lhes separa é que Tanita é mais segura, mas com uma técnica um pouco inferior. Contudo, tem conseguido quase sempre melhores resultados. Outra patinadora experiente é Camila Bergamaschi que também se pode destacar, bem como as patinadoras espanholas e a alemã Isabel Wiethoff.

Juniores Masculinos

O principal favorito aqui é o italiano Marco Giustino, campeão do seu país, e que possui um nível que podia facilmente participar em Seniores que se sairia muito bem, mesmo estando no primeiro ano Júnior. No ano passado foi campeão da europa de Juvenis. O seu título em Itália dá-lhe também o papel principal de conseguir o ouro para o seu país. O campeão espanhol Sergio Canales Rodriguez é também um forte candidato ao ouro. Depois do quarto lugar no ano passado, e de vencer Giustino na Taça da Alemanha, Rodriguez na sua máxima força pode muito bem intimidar os seus rivais e levar para casa o primeiro lugar. A única presença portuguesa em Patinagem Livre na Colômbia é Diogo Silva e não podíamos estar melhor representados. Diogo foi surpreendentemente medalha de bronze em Reus 2014, quando ainda era Juvenil, batendo estes últimos dois, e no europeu ficou-se também pelo terceiro, sendo que o Programa Livre não lhe correu bem. Contudo, no seu fantástico Programa Curto mostrou que continua a trabalhar e a evoluir e aqui estará a lutar pelos lugares cimeiros junto dos melhores do mundo. Uma prova ao estilo do ano passado colocar-lhe-á novamente no pódio.  Há que ter em conta também o outro italiano presente, Simone Sica, os argentinos e o brasileiro Arthur Casado.

Seniores Femininos

Tem sido a rainha da Patinagem Artística de rodas, Debora Sbei já venceu o campeonato do mundo por quatro vezes e é novamente a principal candidata ao ouro. Tecnicamente já muito boa, tem apostado na evolução da sua artística, o que tem feito evoluir a própria imagem que temos de um programa de patinagem. Tem sido pioneira a vários níveis, mas também tem tido alguma margem para erros nas suas vitórias. Este ano isto pode não ser possível, pois em Ponte di Legno Monica Gimeno Coma voltou e surpreendeu a comunidade internacional. A espanhola regressou do gelo, onde não foi muito bem sucedida, e tal como Sbei possui todos os triplos completos. A sua combinação do Programa Curto poderá ser a mais difícil em competição e os seus esquemas estão também muito bem elaborados, mas sem a graciosidade da rainha italiana. Campeã do mundo frente-a-frente com a campeã da europa. Monica conseguiu vencer Tanja Romano no europeu  de 2006. Será que conseguirá vencer Debora Sbei? Mas há mais protagonistas! Silvia Nemesio foi apenas quarta no ano passado, depois de uma segunda prova menos conseguida, mas tem potencial para estar no pódio. Trabalha cada vez mais em vários triplos e duas boas prestações pode colocar-lhe novamente no pódio, como em 2013. Número três em Itália Silvia Lamburschi foi bronze há um ano e claro que é outra candidata forte. A sua evolução não tem sido vista ao nível de saltos, contudo, já possui um nível bastante bom. Aida Pier, de Espanha, esteve muito bem em Reus e é também uma forte patinadora, tal como a alemã Stefanie Lell, que esteve muito bem no último europeu. Da América Latina, não esquecer as argentinas, a brasileira Talitha Haas, com cada vez melhores resultados internacionais e também a colombiana Nataly Otalora, que foi 12ª em Reus.

Seniores Masculinos

Será uma verdadeira luta de titãs, onde o erro será já uma derrota. Itália apresenta-se em Cali com um trio muito forte, que poderá trazer um pódio por completo. A equipa transalpina é liderada pelo seu campeão nacional, Luca Lucaroni, campeão mundial Júnior 2014, mas que se encontra muitíssimo bem, como o podemos comprovar em Roccaraso. Os últimos campeões têm sido os antigos Juniores e mantendo a "tradição" o ouro irá para Lucaroni. O seu maior rival é, provavelmente, Alessandro Amadessi, o campeão em título e também um fortíssimo atleta a todos os níveis. No nacional italiano teve azar com uma lesão durante o Programa Livre e foi 2º, mas aqui quererá certamente a desforra. Os italianos ficam completos com Andrea Girotto, um atleta mais forte artísticamente e que quando não falha nos elementos técnicos é colocado imediatamente na dianteira das provas. Contudo, ainda não provou que pode realizar um Longo sem falhas. Com uma competição muito forte isto não poderá acontecer novamente, com possibilidade de não subir ao pódio. Gustavo Csado fez história em 2013 ao vencer o título mundial e é o principal candidato para se intrometer entre os italianos. Terá sim que estar no seu melhor e não cometer erros. No ano passado foi 2º. De Espanha vem Pere Torrico, vice-campeão Júnior, mas que no último europeu não esteve nada bem. Torrico no seu melhor pode disputar um lugar do pódio e, sem dúvida, que se irá remediar do desastre que foi o final de agosto em Ponte di Legno. Outros dois europeus com potencialidades são Pierre Meriel (França), terceiro no europeu, e Markus Lell, que já foi bronze nos mundiais. O diveritdo japonês Shingo Nishiki tem melhorado ano após ano a sua classificação e em 2014 já foi sexto. 

Pares Artísticos

Dois pódios italianos? Muito provável! Em Juniores haverá outra nação no quadro das medalhas, visto que só participam duas duplas de cada país. A classificação italiana indica os favoritos: Isabella Genchi/ Alberto Peruch. O outro par italiano será Francesco Torre/ Chiara Aggio. O terceiro lugar será disputado pelos espanhóis Berta Pajares/ Marc Moreno e pelos colombianos Catalina Fajardo/ Juan Lemus.

Em Seniores a luta será mais interessante porque opõem os campeões do mundo Elena Lago/ Marco Garelli e os campeões italianos Rebecca Tarlazzi/ Luca Lucaroni. Estes últimos venceram o título Júnior no ano passado e são extremamente populares devido às suas carreiras individuais. Contudo, juntos resultam muitíssimo bem e têm feito furor. Têm dois programas fantásticos, saltos lado-a-lado que ninguém mais realiza e tudo isto pode resultar em mais um título. No ano passado Marine Portet/ Nathanael Fouloy subiram ao pódio para receberem o bronze, com a ausência do terceiro par italiano, mas no último europeu não conseguiram vencer os pares italianos piores classificados que os três presentes. Estão a evoluir cada vez mais como par, mas terão que prová-lo em pista. A patinar em casa, Jineth Baron/ Wiliam Rondon podem ainda surpreender.

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Imagem: Raniero Corbelletti Photographie